sábado, 10 de outubro de 2015

Bazar da Pechincha: nome gera diferentes interpretações

Texto: Jéssica Tortelli
Fotos: Fabiola Casagrande

Foto: Fabiola Casagrande
Com aproximadamente 90 expositores, o Bazar da Pechincha na Expoeste, em Chapecó, reúne os mais variados segmentos, como o setor automobilístico, móveis, roupas, calçados e artesanato. O objetivo do bazar foi oferecer produtos com preços acessíveis para os visitantes da feira. Mas o nome “pechincha” gerou controvérsias em relação à possibilidade de baixar o preço dos produtos antes ou durante o evento.

Segundo os expositores Vagner Santos, da Design Estofados, e Marcos Hack, da Vezaro Estofados, o público está aproveitando a feira para pechinchar no setor de móveis. “Estão pechinchando, mesmo o valor estando bem acessível,” ressalta Santos. Ele atribui aos shows o aumento do número de visitantes pois no sábado, dia do show gospel, conseguiu vender mais de 15 estofados e móveis sob medida.  Para Hack, a pechincha favorece apenas um lado. “O negócio de pechincha favorece apenas o consumidor e não a empresa”, afirma.

Foto: Fabiola Casagrande
Já a lojista Juliana Zorzi, da Zorzi Pague Menos, trouxe produtos com preços mais baixos e está satisfeita com o público. “Não estão pechinchando, porque as peças já estão baratas”, avalia. “A expectativa é de que aumente o movimento durante o fim de semana”, conclui.

Para Alessandro Galina, da Arduino Galina/Banzai Suzuki, a procura pelo setor automotivo é grande e resulta em bons negócios. “Quem pechinha mais é o homem, mas as mulheres também têm buscado o setor”, explica.

Diversos visitantes reclamaram de não terem sucesso na pechincha. “Pechinchei, mais não ganhei desconto algum”, reclamou Soeli Sarvacinski, moradora do interior de Chapecó. “A feira da pechincha não tem pechincha. Ninguém deu desconto pra gente”, completou Tiago Burtet, de Chapecó.
Foto: Fabiola Casagrande

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