domingo, 1 de novembro de 2015

Indiozinho padrão Fifa: mascote mirim é celebridade na Arena Condá

Texto: Andressa Sanssanoviez e Rosilei Correa de Alencar


Foto: Andressa Sanssanoviez


Alessandro Garcia é um dos milhares de torcedores que frequentam os jogos da Chapecoense. É um fanático. Ele sempre bate ponto quando tem compromisso do Verdão. Essa paixão, porém, não para por aí. Ela ultrapassa gerações. Prova disso é o seu filho, o pequeno Carlos Miguel Garcia, de quatro anos. Frequentador assíduo do estádio desde a barriga da mãe, ele é uma celebridade na Arena Condá. Com cocar, uniforme da Chape, luvas e moicano de "boleiro", o menino anima a torcida durante as partidas.

O mascote mirim

Tudo começou quando Alessandro, antes mesmo de Carlos nascer, comprou um cocar, no jogo entre Avaí e Chapecoense, há uns oito anos. Mais tarde, quando o menino tinha dois anos, ele quis saber o que era aquele "bicho todo colorido", como brinca o pai. Desde então o gosto pelo objeto e o amor pelo time de Chapecó fez com que Carlinhos se tornasse o mascote mirim do clube.


Foto: Andressa Sanssanoviez
E olha que ele não perde um jogo. O que o indiozinho quer mesmo é entrar em campo e ser ovacionado pela torcida, junto com o mascote oficial. Até para dar entrevista ele não tem paciência. Quando chega a hora de "invadir" o gramado, ele chora e esperneia. Azar da imprensa que quer fotos, vídeos e falar com o pequeno.


Foto: Suelen Oliveira
Carlinhos é padrão Fifa


No mês de outubro do ano de 2014, a versão infantil do mascote ganhou fama internacional, após a goleada da Chapecoense por 5 a 0 sobre o Internacional, na Arena Condá. A foto de Carlos vestido de índio, durante o confronto com o colorado, foi publicado pela Fifa, no Instagram. A imagem recebeu mais de 24 mil curtidas.


O sonho

Assim como muitas crianças sonham em ser jogador de futebol, com Carlos Miguel não é diferente. Inspirado no goleiro Danilo, seu ídolo, o pequeno sonha em um dia entrar em campo e fazer a torcida feliz. E, claro, que seu palpite é sempre a favor da Chapecoense. Contra o Atlético-PR, ele espera goleada.

"Três para o Verdão e zero para eles", arrisca.

Foto: Pâmela Basso

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